Olha só como eu fiquei mergulhada nos contos dos meus alunos!!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Amizade
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Leituras obrigatórias (de novo!)
Apresento aqui as leituras obrigatórias para todas as idades. Sugiro que a leitura se inicie desde os primeiros anos de estudo. Se isso não aconteceu, desde já, cada um deve achar um momento tranquilo e colocar em dia os títulos mostrados.
Bom trabalho! Boa viagem! Boa leitura!
Até a 4ª série:
*
Clássicos infantis: Três porquinhos, A bela adormecida, Branca de Neve, O gato de botas, A roupa nova do rei, O patinho feio, O pequeno polegar, João e Maria, João e o pé de feijão, A galinha dos ovos de ouro, Os músicos de Bremen, A Bela e a Fera, O mágico de Oz, dentre outros;
*
fábulas de Esopo, La Fontaine, Monteiro Lobato, dentre vários;
*
histórias de Monteiro Lobato, Mirna Pinsky, Elias José, Pedro Bandeira, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Sylvia Orthof;
*
histórias do folclore brasileiro: Saci, Negrinho do Pastoreio, Curupira, Boto, Iara, Lobisomem, Boitatá, dentre muitos;
*
poesias de Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, Toquinho, Carlos Drummond de Andrade, Roseana Murray, Bartolomeu Campos de Queirós, José Paulo Paes;
*
e tudo o que aparecer e encantar o leitor dessa idade.
Até a 8ª série:
*
Clássicos Juvenis: Robinson Crusoé, Dom Quixote, Os três mosqueteiros, Hamlet, A tempestade, tulipa Negra, Os miseráveis, A dama das camélias, Viagens de Gulliver, Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão, O Rei Arthur, Rei Lear, Frankenstein, Macbeth, Mil e uma noites, Merlin, O médico e o monstro, Robin Hood, Sherlock Holmes, títulos de Júlio Verne, a Ilha do tesouro, As aventuras de Tom Sawyer, O fantasma da ópera, O príncipe e o mendigo;
*
Mitologia greco-romana;
*
O menino do dedo verde, O pequeno príncipe, Heidi, Apanhador no campo de centeio;
*
Literatura brasileira: Jorge Amado (Capitães da areia, O gato Malhado e a andorinha Sinhá), Ariano Suassuna (Auto da Compadecida), Rachel de Queirós (O Quinze), Dias Gomes (O pagador de promessas), Graciliano Ramos (Vidas Secas), Fernando Sabino (O grande mentecapto, O homem nu, Encontro marcado, O bom ladrão), Carlos Eduardo Novaes (Cândido urbano urubu, O imperador da ursa maior, O menino sem imaginação), João Carlos Marinho (O Gênio do crime, Sangue Fresco), Érico Veríssimo (Um certo capitão Rodrigo, Ana Terra, Olhai os lírios do campo), Orígenes Lessa (O feijão e o sonho), coleção Para Gostar de Ler, Bernardo Guimaraes (A escrava Isaura), Ganymedes José, Marina Colasanti, Moacyr Scliar, Clarice Lispector, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Affonso Romano de Sant’Anna, José Mauro de Vasconselos (Meu pé de laranja lima, Coração de vidro), Carlos Drummond de Andrade; e muitos, muitos outros.
Bom trabalho! Boa viagem! Boa leitura!
Até a 4ª série:
*
Clássicos infantis: Três porquinhos, A bela adormecida, Branca de Neve, O gato de botas, A roupa nova do rei, O patinho feio, O pequeno polegar, João e Maria, João e o pé de feijão, A galinha dos ovos de ouro, Os músicos de Bremen, A Bela e a Fera, O mágico de Oz, dentre outros;
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fábulas de Esopo, La Fontaine, Monteiro Lobato, dentre vários;
*
histórias de Monteiro Lobato, Mirna Pinsky, Elias José, Pedro Bandeira, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Sylvia Orthof;
*
histórias do folclore brasileiro: Saci, Negrinho do Pastoreio, Curupira, Boto, Iara, Lobisomem, Boitatá, dentre muitos;
*
poesias de Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, Toquinho, Carlos Drummond de Andrade, Roseana Murray, Bartolomeu Campos de Queirós, José Paulo Paes;
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e tudo o que aparecer e encantar o leitor dessa idade.
Até a 8ª série:
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Clássicos Juvenis: Robinson Crusoé, Dom Quixote, Os três mosqueteiros, Hamlet, A tempestade, tulipa Negra, Os miseráveis, A dama das camélias, Viagens de Gulliver, Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão, O Rei Arthur, Rei Lear, Frankenstein, Macbeth, Mil e uma noites, Merlin, O médico e o monstro, Robin Hood, Sherlock Holmes, títulos de Júlio Verne, a Ilha do tesouro, As aventuras de Tom Sawyer, O fantasma da ópera, O príncipe e o mendigo;
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Mitologia greco-romana;
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O menino do dedo verde, O pequeno príncipe, Heidi, Apanhador no campo de centeio;
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Literatura brasileira: Jorge Amado (Capitães da areia, O gato Malhado e a andorinha Sinhá), Ariano Suassuna (Auto da Compadecida), Rachel de Queirós (O Quinze), Dias Gomes (O pagador de promessas), Graciliano Ramos (Vidas Secas), Fernando Sabino (O grande mentecapto, O homem nu, Encontro marcado, O bom ladrão), Carlos Eduardo Novaes (Cândido urbano urubu, O imperador da ursa maior, O menino sem imaginação), João Carlos Marinho (O Gênio do crime, Sangue Fresco), Érico Veríssimo (Um certo capitão Rodrigo, Ana Terra, Olhai os lírios do campo), Orígenes Lessa (O feijão e o sonho), coleção Para Gostar de Ler, Bernardo Guimaraes (A escrava Isaura), Ganymedes José, Marina Colasanti, Moacyr Scliar, Clarice Lispector, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Affonso Romano de Sant’Anna, José Mauro de Vasconselos (Meu pé de laranja lima, Coração de vidro), Carlos Drummond de Andrade; e muitos, muitos outros.
domingo, 29 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Minha Estranha Loucura
Voltando para casa, numa noite dessas, deparei-me com uma cena inusitada: um homem nu! Um homem nu andava no meio da rua, com a postura ereta, com uma empáfia dificilmente encontrada em um vestido! Um homem nu! Não, não é o do Sabino! Era um simples homem nu, andando pelas ruas do meu bairro.
Pensei: será que fizeram uma aposta para ver quem tinha a coragem de desvencilhar-se de suas roupas, andar sem temor na frente de todos e aí ganharia uma grade de cerveja? Já que tinha um boteco perto, foi a primeira coisa que me veio à cabeça.
O que mais me chamou a atenção foi realmente a postura do camarada. Parecia não temer nada, o “mico” a que estava se submetendo, nem a presença ameaçadora de moradores atentos a qualquer anormalidade nas imediações de sua casa. Ele estava de cabeça erguida, passos largos e seguros. Parecia nada temer.
Achei aquela cena muito interessante. Primeiro, porque adoro situações que me tiram da rotina monótona de todos os dias. (Não se assustem, gramatiqueiros de plantão! A intenção foi mesmo de dizer que essa rotina é pleonasticamente redundante!). Segundo, porque ele caminhava muito tranquilamente pela rua; isso sim, me intrigou.
Não me contive de curiosidade até saber quem era aquele homem e por que ele estava nu. Na minha concepção, a liberdade se mostrava presente ali, na frente de todos, sem amarras, sem pudores, só a vontade de ser livre! Se era uma aposta, que barato seria! Alguém com uma idéia louca de fazer ruborizar faces distintas e moralistas estava ali, nu, andando pela rua!
No início, até que não acreditei, de longe, no meu carro, vi o homem e pensei que estava vestido de marrom! “Que povo estranho, vestir-se de marrom! Não notam que parece estarem sem roupa? E estava!!! Só pude ter a certeza quando dois adolescentes gritaram “porr.. caral...!!! O cara tá peladooo!”Aí, sorri! Lógico! Que barato! Um homem nu no meu bairro!
Decepcionei-me quando, mais tarde, pude saber quem era o sujeito da ação. Pouco depois de tê-lo visto, ele continuou sua caminhada e, mais adiante, subiu em um carro e estragou tudo: pulando, esmurrando, gritando, chamou mais ainda a atenção e tiveram que chamar a polícia. Até esta chegar, foi imobilizado por um grandalhão vestido. Era um louco!
Era um louco o camarada! Por que só os loucos têm permissão de fazer loucuras? Por que só os loucos têm coragem de fazer loucuras? Por que só eles podem quebrar a rotina das pessoas, fazê-las sorrir ou irar com suas atitudes débeis?
O mundo deveria ter mais loucos! O mundo deveria permitir mais loucuras! As pessoas deveriam se permitir quebrar algumas regras, desvencilhar-se de amarras e decretos que as impedem de sorrir, um discreto sorriso que seja, por ver que nem tudo tem que ser o que parece todo dia.
Um homem nu, nas ruas do meu bairro, me fez pensar que vale a pena inovar, a cada dia, pensamentos, atitudes, olhares e desejos. Um homem nu, com a postura ereta, olhar fixo à frente, com uma dignidade de rei, sem se importar com nada nem ninguém, me fez crer que a vida só vale a pena se for bem gozada, bem engraçada, bem vivida, cheia de novidade a cada dia!! A gente aprende até com os loucos!
Nancy Nogueira
Pensei: será que fizeram uma aposta para ver quem tinha a coragem de desvencilhar-se de suas roupas, andar sem temor na frente de todos e aí ganharia uma grade de cerveja? Já que tinha um boteco perto, foi a primeira coisa que me veio à cabeça.
O que mais me chamou a atenção foi realmente a postura do camarada. Parecia não temer nada, o “mico” a que estava se submetendo, nem a presença ameaçadora de moradores atentos a qualquer anormalidade nas imediações de sua casa. Ele estava de cabeça erguida, passos largos e seguros. Parecia nada temer.
Achei aquela cena muito interessante. Primeiro, porque adoro situações que me tiram da rotina monótona de todos os dias. (Não se assustem, gramatiqueiros de plantão! A intenção foi mesmo de dizer que essa rotina é pleonasticamente redundante!). Segundo, porque ele caminhava muito tranquilamente pela rua; isso sim, me intrigou.
Não me contive de curiosidade até saber quem era aquele homem e por que ele estava nu. Na minha concepção, a liberdade se mostrava presente ali, na frente de todos, sem amarras, sem pudores, só a vontade de ser livre! Se era uma aposta, que barato seria! Alguém com uma idéia louca de fazer ruborizar faces distintas e moralistas estava ali, nu, andando pela rua!
No início, até que não acreditei, de longe, no meu carro, vi o homem e pensei que estava vestido de marrom! “Que povo estranho, vestir-se de marrom! Não notam que parece estarem sem roupa? E estava!!! Só pude ter a certeza quando dois adolescentes gritaram “porr.. caral...!!! O cara tá peladooo!”Aí, sorri! Lógico! Que barato! Um homem nu no meu bairro!
Decepcionei-me quando, mais tarde, pude saber quem era o sujeito da ação. Pouco depois de tê-lo visto, ele continuou sua caminhada e, mais adiante, subiu em um carro e estragou tudo: pulando, esmurrando, gritando, chamou mais ainda a atenção e tiveram que chamar a polícia. Até esta chegar, foi imobilizado por um grandalhão vestido. Era um louco!
Era um louco o camarada! Por que só os loucos têm permissão de fazer loucuras? Por que só os loucos têm coragem de fazer loucuras? Por que só eles podem quebrar a rotina das pessoas, fazê-las sorrir ou irar com suas atitudes débeis?
O mundo deveria ter mais loucos! O mundo deveria permitir mais loucuras! As pessoas deveriam se permitir quebrar algumas regras, desvencilhar-se de amarras e decretos que as impedem de sorrir, um discreto sorriso que seja, por ver que nem tudo tem que ser o que parece todo dia.
Um homem nu, nas ruas do meu bairro, me fez pensar que vale a pena inovar, a cada dia, pensamentos, atitudes, olhares e desejos. Um homem nu, com a postura ereta, olhar fixo à frente, com uma dignidade de rei, sem se importar com nada nem ninguém, me fez crer que a vida só vale a pena se for bem gozada, bem engraçada, bem vivida, cheia de novidade a cada dia!! A gente aprende até com os loucos!
Nancy Nogueira
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