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segunda-feira, 3 de julho de 2017



Da série "Imagens e poemas", parceria com o grupo Fotógrafos pelo prazer, de Ipatinga - MG

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Mulheres maduras e independentes procuram...

Desde que me separei, alguns questionamentos rondaram minha mente. Se conseguiria sobreviver sem um companheiro ao meu lado, se poderia ficar sem alguém para dormir de conchinha, se teria como achar um para consertar o chuveiro, se...
Anos se passaram e as primeiras dúvidas se dissiparam. Os medos se dissolveram, a independência se tornou uma certeza e as necessidades mudaram.
Sobreviver sem companheiro é muito tranquilo, sem companhia que é complicado. Gosto de sair, viajar, dançar, tomar umas e apreciar a lua.
Mas quem aparece para uma mulher de 40 recém separada? Adivinhem? São apenas duas as opções, como tive que explicar para duas casadas que fofocavam perto de mim na academia sobre uma conhecida também recém separada que estava saindo com um garotinho, na linguagem delas: aparecem os abaixo de 30 anos, querendo ganhar experiência e os casados. Não imaginam como aparecem! Com a cara de pau, maridos de amigas, às vezes muito próximas, de amizades antigas. Perguntei a elas: o que preferem? Que a gente "pegue" os novinhos ou os maridos de vocês? Não me responderam, apenas ficaram abismadas com minha afirmação honesta.
Nesse período de divórcio, pude aprender muito com todas as experiências vividas. Todas!!! Algumas ótimas, outras, nem tanto.
Um dia, resolvi me apaixonar novamente, depois de uns cinco anos de separada. Foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram, mas também, uma das mais devastadoras.
Descobri que podia ser amada, com respeito, carinho sem medidas e companheirismo. Vivi intensamente cada minuto dos dias que se seguiram a essa entrega total. Porém, mesmo não querendo, chegou ao fim. O que restou foi um coração, do tamanho do mundo, destroçado. Já se passou um tempo, mas o coração sempre está lembrando fatos e emoções.
Esse coração insiste, persiste, teima. O cérebro tenta, argumenta, mas não consegue vencer.
Enfim, estou aqui para falar dos sentimentos de uma mulher moderna. Pois bem! Vamos lá!
Cada pessoa que conheço e começo a me interessar para, quem sabe, iniciar um processo de relacionamento, eu me deparo com homens que não estão preparados para nós, mulheres que já sabem o que querem, que não dependem deles para pagar uma conta, levar o carro para o mecânico, subir com as compras ou matar uma barata.
O último foi capaz de me explicar através de mensagem no whatsapp que estou a quilômetros de distância dele, que tenho mais experiência, que sou inteligente, que sou dinâmica, a ex dele era bem mais pacata, ele não tem o costume... Sinceramente, fiquei perplexa. Mais ainda, porque ouvi de uma amiga, que não conhecia minha história recente, que terminou um relacionamento pelo mesmo motivo, ele se espantou com a independência dela.
Se soubessem que queremos apenas companhia para umas voltas, baladas ou viagens, queremos alguém com bom humor e, se possível, conheça alguém de confiança para consertar uma descarga, ficariam mais tranquilos ao nosso lado.
O que temos visto são homens covardes, machistas, que acham que ainda têm que exercer seu poder de troglodita sobre nós! Aff!
Mulheres maduras e independentes procuram homens desencanados e tranquilos com a nova face que se descortina por aí.
Acredito que esses homens existem, mas estão todos ocupados em um casamento perfeito.
Mas, se ainda houver algum por aí, capaz de entender que o mundo mudou e, principalmente, nós, mulheres, mudamos e tiver a coragem de ter experiências maravilhosas, estamos aqui aguardando.
Mulheres maduras e independentes procuram...

Desde que me separei, alguns questionamentos rondaram minha mente. Se conseguiria sobreviver sem um companheiro ao meu lado, se poderia ficar sem alguém para dormir de conchinha, se teria como achar um para consertar o chuveiro, se...
Anos se passaram e as primeiras dúvidas se dissiparam. Os medos se dissolveram, a independência se tornou uma certeza e as necessidades mudaram.
Sobreviver sem companheiro é muito tranquilo, sem companhia que é complicado. Gosto de sair, viajar, dançar, tomar umas e apreciar a lua.
Mas quem aparece para uma mulher de 40 recém separada? Adivinhem? São apenas duas as opções, como tive que explicar para duas casadas que fofocavam perto de mim na academia sobre uma conhecida também recém separada que estava saindo com um garotinho, na linguagem delas: aparecem os abaixo de 30 anos, querendo ganhar experiência e os casados. Não imaginam como aparecem! Com a cara de pau, maridos de amigas, às vezes muito próximas, de amizades antigas. Perguntei a elas: o que preferem? Que a gente "pegue" os novinhos ou os maridos de vocês? Não me responderam, apenas ficaram abismadas com minha afirmação honesta.
Nesse período de divórcio, pude aprender muito com todas as experiências vividas. Todas!!! Algumas ótimas, outras, nem tanto.
Um dia, resolvi me apaixonar novamente, depois de uns cinco anos de separada. Foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram, mas também, uma das mais devastadoras.
Descobri que podia ser amada, com respeito, carinho sem medidas e companheirismo. Vivi intensamente cada minuto dos dias que se seguiram a essa entrega total. Porém, mesmo não querendo, chegou ao fim. O que restou foi um coração, do tamanho do mundo, destroçado. Já se passou um tempo, mas o coração sempre está lembrando fatos e emoções.
Esse coração insiste, persiste, teima. O cérebro tenta, argumenta, mas não consegue vencer.
Enfim, estou aqui para falar dos sentimentos de uma mulher moderna. Pois bem! Vamos lá!
Cada pessoa que conheço e começo a me interessar para, quem sabe, iniciar um processo de relacionamento, eu me deparo com homens que não estão preparados para nós, mulheres que já sabem o que querem, que não dependem deles para pagar uma conta, levar o carro para o mecânico, subir com as compras ou matar uma barata.
O último foi capaz de me explicar através de mensagem no whatsapp que estou a quilômetros de distância dele, que tenho mais experiência, que sou inteligente, que sou dinâmica, a ex dele era bem mais pacata, ele não tem o costume... Sinceramente, fiquei perplexa. Mais ainda, porque ouvi de uma amiga, que não conhecia minha história recente, que terminou um relacionamento pelo mesmo motivo, ele se espantou com a independência dela.
Se soubessem que queremos apenas companhia para umas voltas, baladas ou viagens, queremos alguém com bom humor e, se possível, conheça alguém de confiança para consertar uma descarga, ficariam mais tranquilos ao nosso lado.
O que temos visto são homens covardes, machistas, que acham que ainda têm que exercer seu poder de troglodita sobre nós! Aff!
Mulheres maduras e independentes procuram homens desencanados e tranquilos com a nova face que se descortina por aí.
Acredito que esses homens existem, mas estão todos ocupados em um casamento perfeito.
Mas, se ainda houver algum por aí, capaz de entender que o mundo mudou e, principalmente, nós, mulheres, mudamos e tiver a coragem de ter experiências maravilhosas, estamos aqui aguardando.

sábado, 18 de julho de 2015

Descobrindo pessoas e lugares

Gosto de viajar, conhecer pessoas e lugares, culturas e paisagens.
Tenho uma meta a cumprir; em meu livro dos desejos, criado há mais de uma década, escrevi que tenho que conhecer todos os Estados brasileiros e, pelo menos, três países diferentes. Sem muita pressa de alcançar esse desejo, dentre tantos já realizados, já conheci vários Estados e dois países da Europa, Portugal e França.
Nesses lugares, percebi que muito se fala da recepção, do tratamento a turistas, da comida, enfim, observei bem, comparando com o que dizem a respeito. Estereótipos são formados e tive que escrever sobre isso.
Em Lisboa, fui tratada mal por um funcionário do aeroporto e pela recepcionista muito mal humorada do hotel em que me hospedei. “Puxa, pensei, bem que me disseram que portugueses tratam mal brasileiros!”. Mas não podia acreditar nisso, não podia ficar com esse rótulo na minha cabeça. Pois bem! Fui dar um passeio, tinha apenas um dia na capital portuguesa, depois de ter passado a semana em outras cidades do interior, como Évora e Faro, que fica no litoral. Entrei em um ônibus, e sentei-me ao lado de uma senhorinha. Como sempre acontece no meu dia a dia, puxei conversa, perguntando sobre lugares mais interessantes para se conhecer em um dia de turismo. Ela abriu um sorriso simpaticíssimo e me explicou com minúcias como chegar aos lugares que eu não podia perder de jeito nenhum. E isso se repetiu com várias outras pessoas com quem encontrei durante o passeio. Foi maravilhoso conhecer as pessoas e os pontos turísticos lindos de Lisboa. Voltarei, com certeza!
“E os franceses? Nossa! Como são mal humorados! Não fazem questão de se comunicar com o turista em outra língua senão a deles!” Ledo engano. Preocupei-me em adquirir um mini dicionário português-francês para a minha comu
nicação, mas não houve necessidade. Cada lugar visitado tinha pessoas solícitas que perguntavam em qual língua seria melhor a conversa: inglês ou espanhol? Achava interessante que todos me reconheciam como brasileira por causa da cor da minha pele. Eu sempre respondia: “portuguese, please!” só de brincadeirinha, mas não senti nenhuma dificuldade na comunicação. Voltarei lá também!
Agora, no Brasil, sempre ouvi falar dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. “São grossos! Super mal educados! Correm como loucos! Acham que carregam uma carga qualquer!” Olha, a experiência que tive na última visita que fiz ao meu filho e nora na Cidade Maravilhosa deixou-me de queixo caído diante das atitudes do motorista do ônibus que me levou do aeroporto à Barra da Tijuca. Cada passageiro que embarcava era tratado de forma cordial. Se a pessoa pedia informações, o condutor explicava com tranquilidade. Se pediam para avisar quando chegasse a determinado local, ele falava lá da frente quando estava perto. Agora, a cena mais espetacular, a atitude que me fez tirar o chapéu para ele, foi quando uma das passageiras, com bolsas e dois filhos, deu sinal para descer em um ponto. Ele parou e, simplesmente, carregou seus filhos nos braços e desceu com eles, enquanto a mãe desembarcava com as bolsas. Confesso, fiquei emocionada! Pois bem! Quando cheguei ao terminal, fui pegar minha mala que o motorista tirava do bagageiro, voltei-me para ele e tive que lhe dizer: “Cara, você é gente boa demais!” O sorriso que recebi de volta me deu a certeza de que, apesar do trânsito ruim (foram quase três horas de “viagem” no pico das 18h), eu e ele teríamos uma noite melhor. Acredito que ele deve ter pensado que valeu a pena tratar bem as pessoas e eu tive vontade de escrever sobre a lei do retorno, se eu trato bem os outros, recebo de volta somente coisas boas. Prestei atenção nisso também. Cada passageiro que pediu ajuda ao motorista respondia com um “muito obrigado” muito especial, eu sentia, pela entonação de voz de todos, sem exceção.
Essa última viagem, há poucos dias, me fez refletir sobre rótulos, estereótipos, manias mesmo, de pessoas por uma única experiência negativa, marcarem pessoas e lugares como se não valesse a pena tê-los conhecido.
Sem pressa de chegar, prestando atenção nas pessoas e no trajeto, sentindo cada instante, é assim que se conhece a verdadeira forma de descobrir o mundo, seus lugares, sua cultura, suas paisagens e sua gente.