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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Escolhas

A nossa vida é feita de escolhas e sofremos ou celebramos o resultado do que escolhemos pra nós ao longo do caminho percorrido.
Quando se é adolescente, a vida se resume ao presente, tudo é intenso e queremos viver como se o amanhã não existisse. É uma delícia, mas, se não houver alguém para orientar e dizer que há muito para se percorrer ainda, que é necessário pensar no futuro um pouco, sem perder o momento maravilhoso do presente, algo se perde. Escolhas mal feitas naquele instante, seguindo apenas a emoção, sem dar chances à razão para equilibrar pode-se ter como consequência não sair da adolescência e a maturidade não vem.
As escolhas pensadas norteiam nossa vida, vivemos as consequências delas e é preciso dar importância a isso.
É também um ato individual , se alguém querido fez escolhas erradas, não se pode sofrer tanto por ele; dar apoio sim, se ele enxergou o erro e tenta agora consertar. Mas sofrer intensamente por aquele que fez essas escolhas impensadas e agora sofre com as consequências é alimentar a imaturidade desse alguém.
Posso estar sendo dura ao dizer essas palavras, mas a vida ensina muito, experiências são lição para quem quiser aprender, basta saber enxergar.

Nancy Nogueira

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O que transparece em mim é o que cultivo internamente

Ontem fiquei surpresa com a fala de um conhecido que encontrei na rua: "Eu admiro essa sua alegria, apesar das dores."
Ele saiu de perto e eu fiquei pensando: "Minhas dores..."
De que dores ele estava falando? E fiquei matutando comigo mesma, tentando entender por que uma pessoa que quase não vejo conhece minhas dores e eu nem me recordo de quais são.
Eu vivo para olhar para frente, sem remoer vivências sofridas ou traumáticas, não cultivo mágoas ou alimento tristezas. O que vivi de ruim serviu como experiências para que não se repitam, para que sejam exemplos a não serem seguidos ou lembranças que ficaram no passado.
Apesar das dores... Que dores, meu Deus?
Trago este sorriso no rosto inteiro, não porque minha vida sempre foi um mar de rosas, mas porque escolhi ser assim e espalhar por aí energias boas e vibrações positivas para que contagiem todos e todas que estiverem a fim de recebê-las de bom grado.
Gosto de sorrisos abertos e abraços apertados, de pessoas que olham nos olhos e apertam as mãos num cumprimento caloroso.
Se tenho (ou já tive) dores, deixo-as de lado; para que propagar dores se tenho muitos amores a serem espalhados?

segunda-feira, 3 de julho de 2017



Da série "Imagens e poemas", parceria com o grupo Fotógrafos pelo prazer, de Ipatinga - MG

sábado, 12 de dezembro de 2015

Não sou de cerimônias, protocolos, formalidades...
Gosto de tudo bem natural,
sorrisos, cumprimentos, semblantes.
Tudo que nos torna tensos, tô fora!
Tudo que nos deixa sem graça, fico longe!
Gosto de pessoas simples,
conversas amigáveis sobre aqueles bons tempos,
sobre quando crianças brincávamos na rua sem hora,
sobre amigos antigos e peraltices,
sobre causos e pessoas interessantes, sem fofocas.
A vida é pra quem sabe viver cada minutinho de olhares cúmplices,
conversas animadas e sentimentos doces.
Por favor, se tenho que ficar sentada assistindo a egos inflamados,
não me convidem para o evento.
Se eu tiver que dar um meio sorrisinho obrigado, tô fora!
A minha liberdade de sentir na pela a magia de estar com os meus melhores e mais chegados não tem preço!
Ah! E nada contra quem goste! Gosto não se discute!
Cada um seja feliz com o que o faz feliz!
Mas eu? Quero somente a simplicidade! Obrigada por isso!

domingo, 25 de outubro de 2015

"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas..."
Neste dia, gostaria de agradecer todos aqueles que passaram pela minha vida de professora e que foram extremamente importantes para a escolha da minha carreira e para eu continuar nela.
Familiares que me impulsionaram a ser professora, por ser uma honra e poder mostrar dignidade. Professores meus que me fizeram acreditar que isso é possível.
Colegas/amigos que me ensinaram a ensinar, fato que às vezes é difícil reconhecer, que precisamos ser humildes para aprender, só assim, aliás, que se aprende.
Alunos que, com sua doçura, com seus olhos de curiosidade pelo saber, puderam me dar a chance de apresentar-lhes meu modo de envolvê-los.
Alunos "difíceis", que me incentivaram a buscar novos meios nessa missão.
Pais carinhosos, que souberam ouvir e falar para, juntos, podermos chegar a um resultado melhor. Quantas vezes recebi pais amorosos que só foram me ver para me agradecer!
Fico muito feliz por ter vivido essa experiência fantástica na educação formal.
Agora, neste meu novo ciclo, vivo um momento novo, com pessoas diferentes a cada dia, mas no contato ainda com pessoas, isso é o melhor da vida!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Cabeça repleta de sonhos cutucando, querendo se expor, querendo ser apresentados ao mundo.
Cabeça pensante, efervescente, elétrica, inquieta...
Que fazer com as vontades se ainda não é tempo?
Que fazer com desejos se o novo não se apresenta?
Que fazer?
No momento vazio, solitário, tranquilo, de espera,
o chá é a melhor companhia...

terça-feira, 15 de setembro de 2015



Um amor, uma flor, carinho de sobra
A manhã fica mais linda, mais leve
Amigos, sorrisos, bênçãos
Luz e paz
Alegria e fé
Desejos diários de felicidade.

sábado, 22 de agosto de 2015

Sobre correntes e solidariedade

Correntes, hoje em dia, não são muito bem vistas. As pessoas marcam outras em redes sociais dizendo que quem não compartilhar ou curtir não é do bem, não vão ganhar bênçãos, não... Aff
Mas há uma corrente que não precisa ser divulgada com tanto estardalhaço, são aquelas correntes do bem que acontecem no dia a dia, sem que todos precisem ficar sabendo, fazendo o bem, olhando ou não a quem.
Outro dia, ajudei uma pessoa com uma quantia. Quando ela veio para me pagar, eu disse apenas “Quando você puder, se alguém lhe pedir ajuda, passe adiante, é isso que estou fazendo.”
Não precisei postar, mostrar, falar aos quatro cantos, apenas para um ouvir, aquele que precisava e, tenho certeza, vai continuar.
Passei algumas dificuldades na vida, assim como muitas pessoas e não tanto quanto outras. Houve aqueles que me ajudaram com recursos materiais, cesta básica, pagamento de mensalidade de faculdade, um trocadinho no bolso para o leite das crianças. Sim, já precisei disso e não tenho pudor algum de falar. E essas pessoas me ajudaram. Já me deram carona, e como é bom ganhar uma carona quando se tem dois filhos, sem carro, para uma ida à casa de um parente ou a uma viagem de férias! Já me escutaram, gentileza que necessitamos trocar hoje em dia, em momentos muito tumultuados. E sou grata a todos!
Hoje, na tranquilidade de um momento de paz absoluta em relação aos turbilhões da vida, estou retribuindo a esses queridos que foram tão importantes para mim. Passo adiante favores e auxílios materiais que não me foram cobrados. Penso que essa é a verdadeira corrente, sem alarde, sem propaganda, só fazendo o que acho ser certo.
Pois então, que fique a dica: passe adiante essa corrente silenciosa do bem, faz muito bem!

Sobre gentilezas


Existem duas coisas que me chateiam profundamente!
Profundamente, pode ser uma palavra forte, mas é verdade!
Fico bastante chateada com quem não dá seta no trânsito; isso é um ato de gentileza para com o outro que aguarda um sinal seu.
Gentileza sim, sinalizar para fazer uma manobra, mudar de faixa, virar numa rua antes, enquanto o outro aguarda...
Gentileza é se pôr no lugar do outro, pensar que o outro vai ficar feliz ou se sentir mais seguro em ser notificado de uma atitude racional sua.
Outra coisa que me chateia (já que citei duas!) é o fato da pessoa não voltar com o carrinho de compras para o lugar dele, principalmente se esse lugar for bem pertinho!
Chateação maior, quando essa pessoa ainda estaciona o carrinho usado por ela atrás de outro automóvel. Quer atitude mais irracional? Além de não guardar o carrinho, ainda atrapalha o outro que terá que fazer a gentileza de retirá-lo do caminho para sair.
Meus pais sempre me ensinaram que eu devo guardar o que tirei do lugar, que eu devo limpar o que sujei, que eu devo fechar a porta se a encontrei fechada, que eu devo pedir licença para entrar, que outra pessoa não tem que fazer a obrigação que é minha!!
Já citei as duas, mas não posso deixar de dizer mais uma que me chamou muita atenção outro dia. Fui ao cinema com minha neta, filme infantil, claro. Antes do filme, são apresentadas algumas informações ao público: não fotografar, não filmar, devolver os óculos 3D ao sair e jogar o lixo na lixeira.
Tudo muito óbvio, não? Pensei: "precisa avisar?" Lógico!!!!!
Vi, ao final do filme, uma família inteira, e apenas essa família, deixando todo o lixo, pipocas, garrafas de água e latinhas de suco, consumidos no local, nas poltronas do cinema. Estavam sentados ao meu lado e fiquei observando todos saírem sem nem virarem para trás. Somente eles deixaram o cinema sujo.
Será que pensaram que alguém teria a obrigação de limpar toda a sujeira que fizeram? Além do lixo nas poltronas, o chão perto deles também estava cheio de restos deixados por eles.
Uma vez, ao questionar um aluno sobre a sujeira da sala, ouvi dele que, se não sujasse, as "tias"da limpeza não teriam trabalho. Fiquei indignada com a resposta.
Será que essa família também pensa assim? Será que quem deixa o carrinho jogado no estacionamento ou nas calçadas das ruas do bairro também pensa que há outra pessoa obrigada a fazer o que era para ele fazer?
Pensemos nas pequenas gentilezas do dia a dia.
E na educação que nossos pais nos deram para podermos conviver com harmonia.

sábado, 18 de julho de 2015

Descobrindo pessoas e lugares

Gosto de viajar, conhecer pessoas e lugares, culturas e paisagens.
Tenho uma meta a cumprir; em meu livro dos desejos, criado há mais de uma década, escrevi que tenho que conhecer todos os Estados brasileiros e, pelo menos, três países diferentes. Sem muita pressa de alcançar esse desejo, dentre tantos já realizados, já conheci vários Estados e dois países da Europa, Portugal e França.
Nesses lugares, percebi que muito se fala da recepção, do tratamento a turistas, da comida, enfim, observei bem, comparando com o que dizem a respeito. Estereótipos são formados e tive que escrever sobre isso.
Em Lisboa, fui tratada mal por um funcionário do aeroporto e pela recepcionista muito mal humorada do hotel em que me hospedei. “Puxa, pensei, bem que me disseram que portugueses tratam mal brasileiros!”. Mas não podia acreditar nisso, não podia ficar com esse rótulo na minha cabeça. Pois bem! Fui dar um passeio, tinha apenas um dia na capital portuguesa, depois de ter passado a semana em outras cidades do interior, como Évora e Faro, que fica no litoral. Entrei em um ônibus, e sentei-me ao lado de uma senhorinha. Como sempre acontece no meu dia a dia, puxei conversa, perguntando sobre lugares mais interessantes para se conhecer em um dia de turismo. Ela abriu um sorriso simpaticíssimo e me explicou com minúcias como chegar aos lugares que eu não podia perder de jeito nenhum. E isso se repetiu com várias outras pessoas com quem encontrei durante o passeio. Foi maravilhoso conhecer as pessoas e os pontos turísticos lindos de Lisboa. Voltarei, com certeza!
“E os franceses? Nossa! Como são mal humorados! Não fazem questão de se comunicar com o turista em outra língua senão a deles!” Ledo engano. Preocupei-me em adquirir um mini dicionário português-francês para a minha comu
nicação, mas não houve necessidade. Cada lugar visitado tinha pessoas solícitas que perguntavam em qual língua seria melhor a conversa: inglês ou espanhol? Achava interessante que todos me reconheciam como brasileira por causa da cor da minha pele. Eu sempre respondia: “portuguese, please!” só de brincadeirinha, mas não senti nenhuma dificuldade na comunicação. Voltarei lá também!
Agora, no Brasil, sempre ouvi falar dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. “São grossos! Super mal educados! Correm como loucos! Acham que carregam uma carga qualquer!” Olha, a experiência que tive na última visita que fiz ao meu filho e nora na Cidade Maravilhosa deixou-me de queixo caído diante das atitudes do motorista do ônibus que me levou do aeroporto à Barra da Tijuca. Cada passageiro que embarcava era tratado de forma cordial. Se a pessoa pedia informações, o condutor explicava com tranquilidade. Se pediam para avisar quando chegasse a determinado local, ele falava lá da frente quando estava perto. Agora, a cena mais espetacular, a atitude que me fez tirar o chapéu para ele, foi quando uma das passageiras, com bolsas e dois filhos, deu sinal para descer em um ponto. Ele parou e, simplesmente, carregou seus filhos nos braços e desceu com eles, enquanto a mãe desembarcava com as bolsas. Confesso, fiquei emocionada! Pois bem! Quando cheguei ao terminal, fui pegar minha mala que o motorista tirava do bagageiro, voltei-me para ele e tive que lhe dizer: “Cara, você é gente boa demais!” O sorriso que recebi de volta me deu a certeza de que, apesar do trânsito ruim (foram quase três horas de “viagem” no pico das 18h), eu e ele teríamos uma noite melhor. Acredito que ele deve ter pensado que valeu a pena tratar bem as pessoas e eu tive vontade de escrever sobre a lei do retorno, se eu trato bem os outros, recebo de volta somente coisas boas. Prestei atenção nisso também. Cada passageiro que pediu ajuda ao motorista respondia com um “muito obrigado” muito especial, eu sentia, pela entonação de voz de todos, sem exceção.
Essa última viagem, há poucos dias, me fez refletir sobre rótulos, estereótipos, manias mesmo, de pessoas por uma única experiência negativa, marcarem pessoas e lugares como se não valesse a pena tê-los conhecido.
Sem pressa de chegar, prestando atenção nas pessoas e no trajeto, sentindo cada instante, é assim que se conhece a verdadeira forma de descobrir o mundo, seus lugares, sua cultura, suas paisagens e sua gente.


Cresci no meio de sonhos

Cresci no meio de sonhos
Quando acordava de um,
criava outro rapidinho.
Quando pensava em desistir,
surgia um brilhante.
Quando um escapava,
Sempre outro o substituía rapidinho.
Quando adormecia sem querer,
a presença da noite me fazia viajar.
Quando via tudo escuro ao meu redor,
acendia a luz da minha existência
e tudo se transformava!
Meu mundo, só meu mundo
precisa ser assim,
um tanto brilho,
um tanto magia
e uma grande porção de sonhos!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Já que não estamos namorando


Já que não estamos namorando, suspenda o vinho, vamos beber cerveja mesmo.
Já que não estamos namorando, tire o Fagner e bote Zeca Pagodinho!
Já que não estamos namorando, nada de salmão grelhado com alcaparras, linguiça frita no palito!
Já que não estamos namorando, o buteco da esquina serve, nada de jantar com talheres finos na mesa e à meia luz.
Já que não estamos namorando, não me olhe assim, não passe as mãos pelos meus cabelos, não fale palavras doces em meus ouvidos, não me surpreenda com beijos nos cantos da boca, não toque minha nuca com seus dedos quentes, não enlace seus braços me envolvendo por inteiro, não...
Já que não estamos...
Puxa! O que está faltando para nós namorarmos então?