sábado, 3 de fevereiro de 2018

Escolhas

A nossa vida é feita de escolhas e sofremos ou celebramos o resultado do que escolhemos pra nós ao longo do caminho percorrido.
Quando se é adolescente, a vida se resume ao presente, tudo é intenso e queremos viver como se o amanhã não existisse. É uma delícia, mas, se não houver alguém para orientar e dizer que há muito para se percorrer ainda, que é necessário pensar no futuro um pouco, sem perder o momento maravilhoso do presente, algo se perde. Escolhas mal feitas naquele instante, seguindo apenas a emoção, sem dar chances à razão para equilibrar pode-se ter como consequência não sair da adolescência e a maturidade não vem.
As escolhas pensadas norteiam nossa vida, vivemos as consequências delas e é preciso dar importância a isso.
É também um ato individual , se alguém querido fez escolhas erradas, não se pode sofrer tanto por ele; dar apoio sim, se ele enxergou o erro e tenta agora consertar. Mas sofrer intensamente por aquele que fez essas escolhas impensadas e agora sofre com as consequências é alimentar a imaturidade desse alguém.
Posso estar sendo dura ao dizer essas palavras, mas a vida ensina muito, experiências são lição para quem quiser aprender, basta saber enxergar.

Nancy Nogueira

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O que te faz vibrar na vida?

Fiz essa pergunta a uma pessoa que acabara de conhecer, durante uma viagem em excursão. Ela, que carregava sempre uma fronte pesada, de poucos sorrisos, olhou mais séria ainda para mim e se calou. Durante a caminhada que fazíamos por uma trilha linda até uma cachoeira que iríamos visitar, de repente, ela parou, tocou em meu ombro e disse que tinha sim, muita coisa que a fazia vibrar pela vida. E tentou enumerar. Mas não conseguiu. Baixou a cabeça e senti que tinha ficado sem graça. Eu disse que ela iria descobrir, pois ainda, até aquele instante, não tinha parado para pensar nisso.
Outro dia falei também para minha mãe sobre os prazeres da vida, os pequenos, aqueles do dia-a-dia que me deliciavam sem grandes motivos. E fiz a mesma pergunta a ela, que disse não haver nenhum naquela idade de 82 anos.
Eu sorri e disse que havia sim, era só prestar atenção, era só não se descuidar dos pequenos detalhes da vida que dão prazer, e sentir cada um deles intensamente.
Eu, sozinha em casa, quando peço comida japonesa, já na primeira peça que ponho na boca, quase sinto um arrepio de tanta satisfação! Quando tomei um sorvete numa sorveteria chique em minha cidade e senti sabores nunca antes experimentados, foi puro delírio, de degustar com olhos fechados!
Quando vi meu amigo que há anos não encontrava, aquele abraço afetuoso, emoções mil se apresentaram. Passei a tarde com ele e fiquei feliz de saber da sua vida e das transformações durante esses anos longe de mim.
Quando passeio com minha neta e sinto o amor mais puro do mundo que ela destina a mim, os olhos não conseguem segurar a emoção líquida que escorre.
Quando sento na areia, de frente ao mar, ouvindo e vendo as ondas baterem incessantemente e sentindo o frescor da brisa marinha, penso na beleza da criação Divina a nos presentear.
Quando meus filhos ligam ou mandam mensagens querendo uma receita ou um conselho ou só dar um alô de saudade, meu coração vibra de alegria.
Eu poderia listar mil coisinhas lindas que acontecem nos meus dias que me fazem vibrar: assistir excelentes peças de teatro ou filmes, ouvir uma música bem interpretada, visitar um museu tendo à minha frente uma obra que antes só vira em algum livro, fazer uma viagem para conhecer um lugar novo, ter meus irmãos por perto com sorrisos fáceis, ter o carinho presente do meu cachorro que me olha com meiguice toda vez que chego em casa... enfim, é sobre isso que estou falando. Prestar atenção nos detalhes simples da vida.
Minha vida, nossas vidas são formadas por essas pequenas alegrias que, se consideradas como tal, transformam-se em felicidade plena!
E então: O que te faz vibrar pela vida?

Nancy Nogueira

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O que transparece em mim é o que cultivo internamente

Ontem fiquei surpresa com a fala de um conhecido que encontrei na rua: "Eu admiro essa sua alegria, apesar das dores."
Ele saiu de perto e eu fiquei pensando: "Minhas dores..."
De que dores ele estava falando? E fiquei matutando comigo mesma, tentando entender por que uma pessoa que quase não vejo conhece minhas dores e eu nem me recordo de quais são.
Eu vivo para olhar para frente, sem remoer vivências sofridas ou traumáticas, não cultivo mágoas ou alimento tristezas. O que vivi de ruim serviu como experiências para que não se repitam, para que sejam exemplos a não serem seguidos ou lembranças que ficaram no passado.
Apesar das dores... Que dores, meu Deus?
Trago este sorriso no rosto inteiro, não porque minha vida sempre foi um mar de rosas, mas porque escolhi ser assim e espalhar por aí energias boas e vibrações positivas para que contagiem todos e todas que estiverem a fim de recebê-las de bom grado.
Gosto de sorrisos abertos e abraços apertados, de pessoas que olham nos olhos e apertam as mãos num cumprimento caloroso.
Se tenho (ou já tive) dores, deixo-as de lado; para que propagar dores se tenho muitos amores a serem espalhados?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Magia da Lua

A lua inteira me basta
Olho para ela, no alto, sublime e total
O inebriante esplendor de sua luz
Que nos pausa e aquieta, adormece pensamentos
Lua intensa, magna, tão cheia de si
E eu, cheia de mim, inspiro-me aos encantos dela
Lua linda, suave e envolvente
Conduz meu sorriso, alivia meus sonhos
Faz-me tão leve quanto desejo sempre ser
No aconchego de sua luz, adormeço serena.


Foto: Paulo Roberto Malta

segunda-feira, 3 de julho de 2017



Da série "Imagens e poemas", parceria com o grupo Fotógrafos pelo prazer, de Ipatinga - MG

quarta-feira, 22 de março de 2017

Viver é isso

Ela acordava um dia radiante
Noutro, com vontade de continuar na cama
Noutro, querendo caminhar sem destino
Noutro, muito a fim de sair dando pulinhos e gritinhos
Não havia dia igual
Não havia por que ser igual
Ela, que sempre gostou de ter seus momentos diferentes
Cada dia era único
Mesmo alguns sendo massantes, pura depressão
Ela sabe que por hoje é assim, mas amanhã, quem sabe?
Essa é a vida dela
Um dia UP, outro dia Down!
Viver é isso!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Vai...
Simplesmente, vai, siga adiante...
Olhe apenas para a frente, não compensa volver o olhar...
Há luzes constantes, piscantes, que chamam a atenção e vale a pena seguir cada uma delas...
Tretas, destratos, rumores, desunião, tudo passou, tudo passa...
O melhor está por vir, logo à frente, bem diante de seus olhos...
Aproveite!
A vida é isso, sempre nos dando segundas, terceiras, múltiplas chances!
Experiências são válidas sempre! Boas ou ruins!
A vida é assim!
Não nos cansemos de aprender nunca!
Sempre em frente!
Sempre enfrente, sem medo de errar...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ao menino Ícaro

Na mitologia, Ícaro fugiu da ilha de Creta com seu pai Dédalo usando asas. Não obedeceu às ordens de não ir tão alto, mas foi, inebriado pela sensação de liberdade do momento.
Ícaro, na minha realidade aqui, é um garoto, desses ditos em vulnerabilidade social, que já pôs no limite a paciência daqueles que convivem com ele, sem saber mais quais as próximas atitudes para com ele.
Ícaro é menino dos olhos tristes e do rosto com expressão fechada, pelas várias experiências já vividas mesmo com apenas 9 anos.
Conversei com Ícaro com delicadeza, olhado em seus olhos, perguntando de seus sonhos e seus gostos. Estava sentado na sala da direção de sua escola por ter tido, mais uma vez, momentos difíceis com aqueles que "vivem mexendo" com ele.
"O que não gosto? É de quem fica mexendo comigo". "Você gosta de frutas? Tenho salada de frutas, você quer?"
Comeu com avidez, pois o recreio foi passado sentado naquela cadeira.
Eu já fiquei sabendo um tantinho de sua vida, Ícaro, do que acontece em casa, das suas aventuras na noite...
Meu menino Ícaro, tanto já aconteceu com você! Queria te abraçar mais, dizer que a vida tem muito a lhe oferecer de bom, que é necessário acreditar que vale a pena respirar fundo e contar até dez antes de pronunciar palavras que não vão agradar, segurar um pouco a vontade de se vingar das situações que a vida por ora se apresenta a você...
Ícaro, espero que a vida lhe dê asas, com a estrutura mais forte que aquelas que Dédalo deu ao seu filho, e que você possa alçar voos lindos, altos, que você possa enxergar seu futuro como nadador, jogador de futebol, com o que você desejar de melhor para você! Então, meu querido menino, deseje, sonhe, por favor! Veja sua vida como uma oportunidade para que a sua realidade seja outra, que as pessoas vejam você com respeito, com carinho, com esperança.
Meu menino, saí da nossa conversa com os olhos marejados, normal para uma pessoa sensível como eu, que se derrete sempre quando se depara com o fantástico da vida e, principalmente, com o que mexe com o nosso brio, nossa incapacidade de mudar realidades tristes. E eu peço perdão, querido Ícaro, por tudo o que aconteceu a você até agora. Mas creia que torço muito por você. Estará desde então em minhas orações para que seu Anjo da Guarda nunca o desampare e que, em cada minuto da sua vida, Papai do Céu possa carregá-lo em seus braços com o Amor absoluto de Pai. Fique tranquilo, Ícaro, menino lindo que me deixou amá-lo por poucos minutos e ficará para sempre em minha memória e meu coração...
Nancy Nogueira

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Mulheres maduras e independentes procuram...

Desde que me separei, alguns questionamentos rondaram minha mente. Se conseguiria sobreviver sem um companheiro ao meu lado, se poderia ficar sem alguém para dormir de conchinha, se teria como achar um para consertar o chuveiro, se...
Anos se passaram e as primeiras dúvidas se dissiparam. Os medos se dissolveram, a independência se tornou uma certeza e as necessidades mudaram.
Sobreviver sem companheiro é muito tranquilo, sem companhia que é complicado. Gosto de sair, viajar, dançar, tomar umas e apreciar a lua.
Mas quem aparece para uma mulher de 40 recém separada? Adivinhem? São apenas duas as opções, como tive que explicar para duas casadas que fofocavam perto de mim na academia sobre uma conhecida também recém separada que estava saindo com um garotinho, na linguagem delas: aparecem os abaixo de 30 anos, querendo ganhar experiência e os casados. Não imaginam como aparecem! Com a cara de pau, maridos de amigas, às vezes muito próximas, de amizades antigas. Perguntei a elas: o que preferem? Que a gente "pegue" os novinhos ou os maridos de vocês? Não me responderam, apenas ficaram abismadas com minha afirmação honesta.
Nesse período de divórcio, pude aprender muito com todas as experiências vividas. Todas!!! Algumas ótimas, outras, nem tanto.
Um dia, resolvi me apaixonar novamente, depois de uns cinco anos de separada. Foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram, mas também, uma das mais devastadoras.
Descobri que podia ser amada, com respeito, carinho sem medidas e companheirismo. Vivi intensamente cada minuto dos dias que se seguiram a essa entrega total. Porém, mesmo não querendo, chegou ao fim. O que restou foi um coração, do tamanho do mundo, destroçado. Já se passou um tempo, mas o coração sempre está lembrando fatos e emoções.
Esse coração insiste, persiste, teima. O cérebro tenta, argumenta, mas não consegue vencer.
Enfim, estou aqui para falar dos sentimentos de uma mulher moderna. Pois bem! Vamos lá!
Cada pessoa que conheço e começo a me interessar para, quem sabe, iniciar um processo de relacionamento, eu me deparo com homens que não estão preparados para nós, mulheres que já sabem o que querem, que não dependem deles para pagar uma conta, levar o carro para o mecânico, subir com as compras ou matar uma barata.
O último foi capaz de me explicar através de mensagem no whatsapp que estou a quilômetros de distância dele, que tenho mais experiência, que sou inteligente, que sou dinâmica, a ex dele era bem mais pacata, ele não tem o costume... Sinceramente, fiquei perplexa. Mais ainda, porque ouvi de uma amiga, que não conhecia minha história recente, que terminou um relacionamento pelo mesmo motivo, ele se espantou com a independência dela.
Se soubessem que queremos apenas companhia para umas voltas, baladas ou viagens, queremos alguém com bom humor e, se possível, conheça alguém de confiança para consertar uma descarga, ficariam mais tranquilos ao nosso lado.
O que temos visto são homens covardes, machistas, que acham que ainda têm que exercer seu poder de troglodita sobre nós! Aff!
Mulheres maduras e independentes procuram homens desencanados e tranquilos com a nova face que se descortina por aí.
Acredito que esses homens existem, mas estão todos ocupados em um casamento perfeito.
Mas, se ainda houver algum por aí, capaz de entender que o mundo mudou e, principalmente, nós, mulheres, mudamos e tiver a coragem de ter experiências maravilhosas, estamos aqui aguardando.
Mulheres maduras e independentes procuram...

Desde que me separei, alguns questionamentos rondaram minha mente. Se conseguiria sobreviver sem um companheiro ao meu lado, se poderia ficar sem alguém para dormir de conchinha, se teria como achar um para consertar o chuveiro, se...
Anos se passaram e as primeiras dúvidas se dissiparam. Os medos se dissolveram, a independência se tornou uma certeza e as necessidades mudaram.
Sobreviver sem companheiro é muito tranquilo, sem companhia que é complicado. Gosto de sair, viajar, dançar, tomar umas e apreciar a lua.
Mas quem aparece para uma mulher de 40 recém separada? Adivinhem? São apenas duas as opções, como tive que explicar para duas casadas que fofocavam perto de mim na academia sobre uma conhecida também recém separada que estava saindo com um garotinho, na linguagem delas: aparecem os abaixo de 30 anos, querendo ganhar experiência e os casados. Não imaginam como aparecem! Com a cara de pau, maridos de amigas, às vezes muito próximas, de amizades antigas. Perguntei a elas: o que preferem? Que a gente "pegue" os novinhos ou os maridos de vocês? Não me responderam, apenas ficaram abismadas com minha afirmação honesta.
Nesse período de divórcio, pude aprender muito com todas as experiências vividas. Todas!!! Algumas ótimas, outras, nem tanto.
Um dia, resolvi me apaixonar novamente, depois de uns cinco anos de separada. Foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram, mas também, uma das mais devastadoras.
Descobri que podia ser amada, com respeito, carinho sem medidas e companheirismo. Vivi intensamente cada minuto dos dias que se seguiram a essa entrega total. Porém, mesmo não querendo, chegou ao fim. O que restou foi um coração, do tamanho do mundo, destroçado. Já se passou um tempo, mas o coração sempre está lembrando fatos e emoções.
Esse coração insiste, persiste, teima. O cérebro tenta, argumenta, mas não consegue vencer.
Enfim, estou aqui para falar dos sentimentos de uma mulher moderna. Pois bem! Vamos lá!
Cada pessoa que conheço e começo a me interessar para, quem sabe, iniciar um processo de relacionamento, eu me deparo com homens que não estão preparados para nós, mulheres que já sabem o que querem, que não dependem deles para pagar uma conta, levar o carro para o mecânico, subir com as compras ou matar uma barata.
O último foi capaz de me explicar através de mensagem no whatsapp que estou a quilômetros de distância dele, que tenho mais experiência, que sou inteligente, que sou dinâmica, a ex dele era bem mais pacata, ele não tem o costume... Sinceramente, fiquei perplexa. Mais ainda, porque ouvi de uma amiga, que não conhecia minha história recente, que terminou um relacionamento pelo mesmo motivo, ele se espantou com a independência dela.
Se soubessem que queremos apenas companhia para umas voltas, baladas ou viagens, queremos alguém com bom humor e, se possível, conheça alguém de confiança para consertar uma descarga, ficariam mais tranquilos ao nosso lado.
O que temos visto são homens covardes, machistas, que acham que ainda têm que exercer seu poder de troglodita sobre nós! Aff!
Mulheres maduras e independentes procuram homens desencanados e tranquilos com a nova face que se descortina por aí.
Acredito que esses homens existem, mas estão todos ocupados em um casamento perfeito.
Mas, se ainda houver algum por aí, capaz de entender que o mundo mudou e, principalmente, nós, mulheres, mudamos e tiver a coragem de ter experiências maravilhosas, estamos aqui aguardando.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Visões


Nosso olhar é mágico quando acostumamos a enxergar com atenção tudo ao nosso redor.
Quando viajamos, tendemos a prestar mais atenção a cenas e locais diferentes da nossa rotina e valorizamos cada momento. Alguns ficam registrados em nossa memória para sempre.
Nessa última viagem, às Dunas de Itaúnas, ES, ficou marcado o pôr-do-sol maravilhoso e abençoado. Não só a visão do sol se pondo, mas a interessante cena de ver várias pessoas que sobem as dunas apenas para viver esse momento, na maioria, jovens, alegres, vibrantes.
A minha amiguinha que me acompanhava me deu uma linda lição do que significava tudo aquilo. Clicou o quanto pode o instante, mas a bateria do celular foi embora, e seu pai ficou dizendo a ela para tentar ligar de novo o celular, para ela não perder esse momento tão mágico. Ela disse apenas: “Pai, eu não preciso registrar, eu estou vivendo este instante, o mais importante é isso!”
Viver o instante, com intensidade, é o mais importante.
As visões que se apresentam a nós a todo instante devem ser sentidas para serem percebidas.
Durante uma breve visita a Paris, o que ficou grudado na minha retina foi a visão da Torre Eiffel à noite. As lágrimas descendo e eu não acreditando que estava vendo aquela preciosidade. É simplesmente fantástico!
Quando trabalhava de manhã cedinho, gostava de tomar café na janela da minha área de serviço para ver o nascer do sol e as várias nuances de cores da manhã que se anunciava. Não preciso ir longe para ter visões espetaculares.
Da minha janela também, posso vislumbrar a lua cheia se agigantando no céu, partindo da mata vizinha do meu bairro. Ela fica maravilhosa no início, amarelada, enorme, lindíssima, de nos deixar boquiabertos.
Uma vez, uma amiga que viaja muito me disse que, quando estamos em uma cidade e vemos uma árvore florida, logo queremos fotografar, registrar, e dizer a todos como é lindo o lugar que visitamos. E aí, quando chega em casa, vê que há uma daquelas árvores, repleta de flores também, perto de onde mora. Por que será que se valoriza mais o de longe? Ela mesma disse.
É preciso ver com intensidade, cuidado, atenção, para perceber o valor de cada coisa, cada gesto, cada olhar, cada lugar...
As visões que ficam presas em nossas memórias têm algo de sentimento, algo de intenso, algo de querer reter para sempre aquilo.
Tenho em minha mente muitas visões, a maioria delas não foi registrada por câmeras, mas está tudo registrado nas minhas memórias afetivas: os sorrisos de meus filhos, a alegria de minha neta, as gargalhadas de meus pais, o choro emocionado que escorre no silêncio, o brinde com os amigos, o abraço no momento certo... É preciso saber ver para valorizar cada momento.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Não sou de cerimônias, protocolos, formalidades...
Gosto de tudo bem natural,
sorrisos, cumprimentos, semblantes.
Tudo que nos torna tensos, tô fora!
Tudo que nos deixa sem graça, fico longe!
Gosto de pessoas simples,
conversas amigáveis sobre aqueles bons tempos,
sobre quando crianças brincávamos na rua sem hora,
sobre amigos antigos e peraltices,
sobre causos e pessoas interessantes, sem fofocas.
A vida é pra quem sabe viver cada minutinho de olhares cúmplices,
conversas animadas e sentimentos doces.
Por favor, se tenho que ficar sentada assistindo a egos inflamados,
não me convidem para o evento.
Se eu tiver que dar um meio sorrisinho obrigado, tô fora!
A minha liberdade de sentir na pela a magia de estar com os meus melhores e mais chegados não tem preço!
Ah! E nada contra quem goste! Gosto não se discute!
Cada um seja feliz com o que o faz feliz!
Mas eu? Quero somente a simplicidade! Obrigada por isso!

domingo, 25 de outubro de 2015

"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas..."
Neste dia, gostaria de agradecer todos aqueles que passaram pela minha vida de professora e que foram extremamente importantes para a escolha da minha carreira e para eu continuar nela.
Familiares que me impulsionaram a ser professora, por ser uma honra e poder mostrar dignidade. Professores meus que me fizeram acreditar que isso é possível.
Colegas/amigos que me ensinaram a ensinar, fato que às vezes é difícil reconhecer, que precisamos ser humildes para aprender, só assim, aliás, que se aprende.
Alunos que, com sua doçura, com seus olhos de curiosidade pelo saber, puderam me dar a chance de apresentar-lhes meu modo de envolvê-los.
Alunos "difíceis", que me incentivaram a buscar novos meios nessa missão.
Pais carinhosos, que souberam ouvir e falar para, juntos, podermos chegar a um resultado melhor. Quantas vezes recebi pais amorosos que só foram me ver para me agradecer!
Fico muito feliz por ter vivido essa experiência fantástica na educação formal.
Agora, neste meu novo ciclo, vivo um momento novo, com pessoas diferentes a cada dia, mas no contato ainda com pessoas, isso é o melhor da vida!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Cabeça repleta de sonhos cutucando, querendo se expor, querendo ser apresentados ao mundo.
Cabeça pensante, efervescente, elétrica, inquieta...
Que fazer com as vontades se ainda não é tempo?
Que fazer com desejos se o novo não se apresenta?
Que fazer?
No momento vazio, solitário, tranquilo, de espera,
o chá é a melhor companhia...

terça-feira, 15 de setembro de 2015



Um amor, uma flor, carinho de sobra
A manhã fica mais linda, mais leve
Amigos, sorrisos, bênçãos
Luz e paz
Alegria e fé
Desejos diários de felicidade.

sábado, 22 de agosto de 2015

Sobre correntes e solidariedade

Correntes, hoje em dia, não são muito bem vistas. As pessoas marcam outras em redes sociais dizendo que quem não compartilhar ou curtir não é do bem, não vão ganhar bênçãos, não... Aff
Mas há uma corrente que não precisa ser divulgada com tanto estardalhaço, são aquelas correntes do bem que acontecem no dia a dia, sem que todos precisem ficar sabendo, fazendo o bem, olhando ou não a quem.
Outro dia, ajudei uma pessoa com uma quantia. Quando ela veio para me pagar, eu disse apenas “Quando você puder, se alguém lhe pedir ajuda, passe adiante, é isso que estou fazendo.”
Não precisei postar, mostrar, falar aos quatro cantos, apenas para um ouvir, aquele que precisava e, tenho certeza, vai continuar.
Passei algumas dificuldades na vida, assim como muitas pessoas e não tanto quanto outras. Houve aqueles que me ajudaram com recursos materiais, cesta básica, pagamento de mensalidade de faculdade, um trocadinho no bolso para o leite das crianças. Sim, já precisei disso e não tenho pudor algum de falar. E essas pessoas me ajudaram. Já me deram carona, e como é bom ganhar uma carona quando se tem dois filhos, sem carro, para uma ida à casa de um parente ou a uma viagem de férias! Já me escutaram, gentileza que necessitamos trocar hoje em dia, em momentos muito tumultuados. E sou grata a todos!
Hoje, na tranquilidade de um momento de paz absoluta em relação aos turbilhões da vida, estou retribuindo a esses queridos que foram tão importantes para mim. Passo adiante favores e auxílios materiais que não me foram cobrados. Penso que essa é a verdadeira corrente, sem alarde, sem propaganda, só fazendo o que acho ser certo.
Pois então, que fique a dica: passe adiante essa corrente silenciosa do bem, faz muito bem!

Sobre gentilezas


Existem duas coisas que me chateiam profundamente!
Profundamente, pode ser uma palavra forte, mas é verdade!
Fico bastante chateada com quem não dá seta no trânsito; isso é um ato de gentileza para com o outro que aguarda um sinal seu.
Gentileza sim, sinalizar para fazer uma manobra, mudar de faixa, virar numa rua antes, enquanto o outro aguarda...
Gentileza é se pôr no lugar do outro, pensar que o outro vai ficar feliz ou se sentir mais seguro em ser notificado de uma atitude racional sua.
Outra coisa que me chateia (já que citei duas!) é o fato da pessoa não voltar com o carrinho de compras para o lugar dele, principalmente se esse lugar for bem pertinho!
Chateação maior, quando essa pessoa ainda estaciona o carrinho usado por ela atrás de outro automóvel. Quer atitude mais irracional? Além de não guardar o carrinho, ainda atrapalha o outro que terá que fazer a gentileza de retirá-lo do caminho para sair.
Meus pais sempre me ensinaram que eu devo guardar o que tirei do lugar, que eu devo limpar o que sujei, que eu devo fechar a porta se a encontrei fechada, que eu devo pedir licença para entrar, que outra pessoa não tem que fazer a obrigação que é minha!!
Já citei as duas, mas não posso deixar de dizer mais uma que me chamou muita atenção outro dia. Fui ao cinema com minha neta, filme infantil, claro. Antes do filme, são apresentadas algumas informações ao público: não fotografar, não filmar, devolver os óculos 3D ao sair e jogar o lixo na lixeira.
Tudo muito óbvio, não? Pensei: "precisa avisar?" Lógico!!!!!
Vi, ao final do filme, uma família inteira, e apenas essa família, deixando todo o lixo, pipocas, garrafas de água e latinhas de suco, consumidos no local, nas poltronas do cinema. Estavam sentados ao meu lado e fiquei observando todos saírem sem nem virarem para trás. Somente eles deixaram o cinema sujo.
Será que pensaram que alguém teria a obrigação de limpar toda a sujeira que fizeram? Além do lixo nas poltronas, o chão perto deles também estava cheio de restos deixados por eles.
Uma vez, ao questionar um aluno sobre a sujeira da sala, ouvi dele que, se não sujasse, as "tias"da limpeza não teriam trabalho. Fiquei indignada com a resposta.
Será que essa família também pensa assim? Será que quem deixa o carrinho jogado no estacionamento ou nas calçadas das ruas do bairro também pensa que há outra pessoa obrigada a fazer o que era para ele fazer?
Pensemos nas pequenas gentilezas do dia a dia.
E na educação que nossos pais nos deram para podermos conviver com harmonia.

sábado, 18 de julho de 2015

Descobrindo pessoas e lugares

Gosto de viajar, conhecer pessoas e lugares, culturas e paisagens.
Tenho uma meta a cumprir; em meu livro dos desejos, criado há mais de uma década, escrevi que tenho que conhecer todos os Estados brasileiros e, pelo menos, três países diferentes. Sem muita pressa de alcançar esse desejo, dentre tantos já realizados, já conheci vários Estados e dois países da Europa, Portugal e França.
Nesses lugares, percebi que muito se fala da recepção, do tratamento a turistas, da comida, enfim, observei bem, comparando com o que dizem a respeito. Estereótipos são formados e tive que escrever sobre isso.
Em Lisboa, fui tratada mal por um funcionário do aeroporto e pela recepcionista muito mal humorada do hotel em que me hospedei. “Puxa, pensei, bem que me disseram que portugueses tratam mal brasileiros!”. Mas não podia acreditar nisso, não podia ficar com esse rótulo na minha cabeça. Pois bem! Fui dar um passeio, tinha apenas um dia na capital portuguesa, depois de ter passado a semana em outras cidades do interior, como Évora e Faro, que fica no litoral. Entrei em um ônibus, e sentei-me ao lado de uma senhorinha. Como sempre acontece no meu dia a dia, puxei conversa, perguntando sobre lugares mais interessantes para se conhecer em um dia de turismo. Ela abriu um sorriso simpaticíssimo e me explicou com minúcias como chegar aos lugares que eu não podia perder de jeito nenhum. E isso se repetiu com várias outras pessoas com quem encontrei durante o passeio. Foi maravilhoso conhecer as pessoas e os pontos turísticos lindos de Lisboa. Voltarei, com certeza!
“E os franceses? Nossa! Como são mal humorados! Não fazem questão de se comunicar com o turista em outra língua senão a deles!” Ledo engano. Preocupei-me em adquirir um mini dicionário português-francês para a minha comu
nicação, mas não houve necessidade. Cada lugar visitado tinha pessoas solícitas que perguntavam em qual língua seria melhor a conversa: inglês ou espanhol? Achava interessante que todos me reconheciam como brasileira por causa da cor da minha pele. Eu sempre respondia: “portuguese, please!” só de brincadeirinha, mas não senti nenhuma dificuldade na comunicação. Voltarei lá também!
Agora, no Brasil, sempre ouvi falar dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. “São grossos! Super mal educados! Correm como loucos! Acham que carregam uma carga qualquer!” Olha, a experiência que tive na última visita que fiz ao meu filho e nora na Cidade Maravilhosa deixou-me de queixo caído diante das atitudes do motorista do ônibus que me levou do aeroporto à Barra da Tijuca. Cada passageiro que embarcava era tratado de forma cordial. Se a pessoa pedia informações, o condutor explicava com tranquilidade. Se pediam para avisar quando chegasse a determinado local, ele falava lá da frente quando estava perto. Agora, a cena mais espetacular, a atitude que me fez tirar o chapéu para ele, foi quando uma das passageiras, com bolsas e dois filhos, deu sinal para descer em um ponto. Ele parou e, simplesmente, carregou seus filhos nos braços e desceu com eles, enquanto a mãe desembarcava com as bolsas. Confesso, fiquei emocionada! Pois bem! Quando cheguei ao terminal, fui pegar minha mala que o motorista tirava do bagageiro, voltei-me para ele e tive que lhe dizer: “Cara, você é gente boa demais!” O sorriso que recebi de volta me deu a certeza de que, apesar do trânsito ruim (foram quase três horas de “viagem” no pico das 18h), eu e ele teríamos uma noite melhor. Acredito que ele deve ter pensado que valeu a pena tratar bem as pessoas e eu tive vontade de escrever sobre a lei do retorno, se eu trato bem os outros, recebo de volta somente coisas boas. Prestei atenção nisso também. Cada passageiro que pediu ajuda ao motorista respondia com um “muito obrigado” muito especial, eu sentia, pela entonação de voz de todos, sem exceção.
Essa última viagem, há poucos dias, me fez refletir sobre rótulos, estereótipos, manias mesmo, de pessoas por uma única experiência negativa, marcarem pessoas e lugares como se não valesse a pena tê-los conhecido.
Sem pressa de chegar, prestando atenção nas pessoas e no trajeto, sentindo cada instante, é assim que se conhece a verdadeira forma de descobrir o mundo, seus lugares, sua cultura, suas paisagens e sua gente.